terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Os Direitos dos Pobres

por Pr. Olavo Feijó

Provérbios 29:7 - ¶ O justo se informa da causa dos pobres, mas o ímpio nem sequer toma conhecimento.

Pobre é aquele que, por um conjunto de razões, não conseguiu dinheiro o suficiente. Pobreza financeira, entretanto, não deve significar pobreza de todas as coisas. Por isso, Salomão nos alerta: "Os justos levam em conta os direitos dos pobres..." (Provérbios 29:7)

Quando a sociedade consumista toma conta de nós, tudo passa a ser julgado pelo custo em dinheiro. Bom é o que custa caro. Importante e poderoso é o acumulou riqueza financeira. E este raciocínio chega ao ponto máximo de considerar como natural o achar que as virtudes humanas dependem da conta bancária.

Alguns dos maiores filósofos foram pobres. Pintores que produziram obras primas viveram pobres. Quanto a Jesus, diante do desejo de um interessado em ser Seu discípulo, Sua palavra foi transparente: "O Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça". Em outras palavras, a pessoa que mais revolucionou a história da humanidade foi pobre! Em função disso, diz a Bíblia que "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males". A pregação de Jesus Cristo trouxe uma nova visão sobre a valorização do homem do povo. Ela foi muito além do conselho de Provérbios, ela não apenas "levou em conta os direitos dos pobres". Jesus Cristo mostrou aos "pobres" a verdadeira riqueza da vida.

Onde Não procurar O Corpo De Jesus

por Pr. Olavo Feijó

Apesar de todas as comoções da crucifixão, as santas mulheres que seguirem a Jesus tiveram forças, no domingo, para visitar Sua sepultura. “Mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus” (Lucas 24:3).

Somos como aquelas santas e piedosas mulheres. Com a melhor das intenções, procuramos o corpo de Jesus onde Ele não deveria estar. Ele não deve estar, por exemplo, na sepultura de algumas envelhecidas tradições eclesiásticas, as quais passam a ter mais peso do que os princípios bíblicos.

Quando fala do Jesus ressuscitado, Paulo o descreve como “corpo espiritual”. Ao descrever a igreja como congregação dos santos, dos salvos, o Apóstolo a denomina como “corpo de Cristo”. Ora, se os cristãos pertencem ao “corpo” de Cristo, é de se esperar que a presença de Jesus e a realidade do Seu poder sejam encontradas na dinâmica da Igreja de Cristo. Igreja em que não se encontre o corpo de Jesus é congregação morta – é mera sepultura do Jesus histórico, anterior à ressurreição. O mundo está cansado de procurar salvação nos lugares onde o corpo de Jesus não pode estar. Como os anjos, proclamemos ao mundo! Ele ressuscitou!

É dificil entender o Senhor

por Pastor Sérgio Fernandes

Lucas 1:29 - E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

Eu sou cristão, mas de fato afirmo que não é simples entender ao Senhor. Os métodos do Pai Celestial não são comuns, e só podem ser entendidos por pessoas que, com humildade, reconhecem que o Todo Poderoso faz tudo da maneira que quer e quando quer.

Deus manda seus servos para a fornalha de fogo ardente, em covas de leões, para o meio de grandes combates; Ele permitiu que Seu Filho viesse a Terra como um ser humano, para depois conduzi-lo até a cruz, para morrer para nossa salvação.

Maria não entendeu completamente as palavras de Deus. Mas ela creu! A falta de entendimento não a impediu de ser instrumento do Senhor! Você não precisa entender completamente o Criador, mas pode confiar nEle!

Ele sempre faz tudo bem e te conduzirá em graça para vencer toda e qualquer situação.

Deus abençoe!

Quem É Que Vence O Mundo?

por Pr. Olavo Feijó

1 João 5:5 - Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

O apóstolo João ensinou como simplicidade e firmeza, qual é a realidade espiritual daqueles que, um dia, escolheram aceitar a Cristo como seu Senhor. Uma das conseqüências desta escolha é participar da vitória imposta por Jesus ao mundo: "Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus" (I João 5:5).

Por razões que nós não sabemos, o Criador permitiu a queda de alguns anjos - queda irreparável. E permitiu, também, que os anjos decaídos pudessem aliciar seguidores entre os humanos. E revelou, aos homens e mulheres: todos aqueles que, conscientemente, escolhem ser súditos do Senhor recebem garantia de que terão vitória espiritual sobre as forças das trevas.

O ponto central desta guerra espiritual de proporções cósmicas é "o Filho de Deus". O Criador concentrou no Seu Filho todo o poder necessário para o Alfa da criação (o "princípio", de Gênesis) e o Ômega da criação (os "novos céus e a nova terra", do Apocalipse). "Vencer o mundo", na linguagem bíblica, significa "receber do Filho de Deus o poder de participar, eternamente, dos novos céus e da nova terra". Só que esta participação, garantida para o futuro, começa a valer desde já, desde o momento em que a pessoa "crê que Jesus é o Filho de Deus". Aceitar, pela fé, que Jesus é o Cristo, o Senhor supremo da criação, é aceitar na vida diária as vitórias de Jesus sobre o mundo, sobre o nosso mundo atual.

O Justo Se Ergue Sete Vezes

por Pr. Olavo Feijó

Provérbios 24:16 - Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.

Usando o número sete, ima imagem bem conhecida da poesia hebraica, diz o livro de Provérbios: "Ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se..." (Provérbios 24:16).

A simples idéia de cair é um fato desagradável. Para alguns, cair é sinal de fragilidade. Para outros, de desequilíbrio. Cair, também pode significar derrota. No Seu sentido extremo, cair é sinônimo de fim de tudo. Da vergonha inexorável. Cair não atrai ninguém. Mais ainda: para aquele que vem procurando seguir a Bíblia, pedindo sempre a orientação do Espírito, cair não faz nenhum sentido.

Para um dos Sábios, que escrevem Provérbios, entretanto, não existe nada de absurdo na possibilidade do crente cair. E de cair sete vezes... Na vida cristã, há quedas determinadas, pelo Senhor, para nos corrigir do orgulho e da auto-suficiência. Outras quedas, forjadas pelo Inimigo ou pelos inimigos, são permitidas por Deus, como no caso de Jó, para reforçar nossa têmpera espiritual. Em todos esses casos, o resultado final é reerguer-se, dar a volta por cima. Este é o dom que chamamos de resiliência. De resistência a fortes pressões, de suplantação das negatividades. Cristo é o maior treinador de resiliência espiritual. Ele disse: "Eu venci o mundo". Por isso, disse o Apóstolo - "Se com Cristo morremos, com Cristo também viveremos". Talvez, até, mais do que sete vezes...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quando invejamos os pecadores

por Pastor Sérgio Fernandes

Provérbios 23:17 - O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do SENHOR todo dia.

Qualquer cristão já enfrentou, em algum momento de sua vida, aquele período de questionamentos e dúvidas. E quando esse tempo chega, a frase mais comum é essa "porque o justo sofre e o ímpio fica impune?". Será que essa não é a sua situação hoje?

Quando a dúvida invade nosso coração, nossa visão que deveria estar em Cristo, se volta para a Terra. Trocamos a fé pela vista; a esperança pela realidade presente; o espiritual pelo material, e com isso, fracassamos em entender os propósitos de Deus. O pecador pode ser rico nesta vida, mas o que o aguarda na eternidade? O inferno, a condenação, o lago de fogo. E você, que buscou a Cristo e o reconheceu como Salvador, ainda que pobre nesta vida, será rico na vindoura. O que será melhor?

Busque a Jesus, e as riquezas do céu. Essas durarão por toda a eternidade!

Deus te abençoe!

O Deus Accessível

por Pr. Olavo Feijó

Isaías 65:1 - Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a uma nação que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui. Eis-me aqui.

As religiões de origem humana se caracterizam pela atitude de viver em procura da divindade. A religião bíblica, de origem divina, se apresenta como um Deus em procura do ser humano. Eis como o Senhor se revela, pelo profeta Isaías: "Fiz-me accessível aos que não perguntam por mim" (Isaías 65:1).

Ainda hoje, igrejas que se dizem bíblicas, teimam em procurar um Deus à imagem e semelhança dos homens. Suas mensagens elaboram uma divindade que gosta de bons empregos, que se alegra com o carro do ano e que, acima de tudo, precisa de grandes ofertas em dinheiro. Esta pregação criou o deus do empreendedorismo, que somente é alcançado pelos que acreditam nas "boas novas" da auto-ajuda.

Ao contrário desta religiosidade empresarial, a Bíblia anuncia um Senhor misericordioso, que busca pessoas que nada entendem de teologia. Que "não perguntam por mim", mas que, no Seu interior sentiam um vazio, que religião nenhuma estava satisfazendo.

A esta necessidade, Paulo chamou de "deus desconhecido" e, em seguida, falou do Cristo crucificado e ressuscitado. Cristo, na forma de Jesus, faz Deus "accessível", que estende os braços para nos receber. Nossa fé em Cristo é a nossa resposta à iniciativa divina.

Ministros de Deus

por Pr. Olavo Feijó

Isaías 61:6 - Porém vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis a riqueza dos gentios, e na sua glória vos gloriareis.

O capítulo 61 do livro de Isaías é uma antevisão da obra do Messias. A respeito daqueles que aceitam Jesus como o Filho de Deus, o Senhor promete, através do Profeta: "Mas vocês serão chamados sacerdotes do Senhor, ministros do nosso Deus" (Isaías 61:6).

O padrão seguido pelos livros bíblicos de profecia denuncia, de início, a atitude humana de rejeição da graça divina - em seguida, anuncia a realidade do amor divino, que está sempre disponível para aqueles que aceitam a soberania do Senhor. Uma mensagem depende da outra. Ao falar de pecado, o objetivo da Bíblia é revelar aos homens "de boa vontade" que existe a alternativa da libertação das prisões do pecado.

É neste contexto que se encaixa a vocação missionária de todos os resgatados pelo poder amoroso do Cristo. Nos não fomos salvos, com o objetivo de nos garantir uma vida boa, longe da maldade do mundo. Nós fomos salvos para atuar como "ministros do nosso Deus". Ministros são representantes, são servos de reis e presidentes, para concretizar os desígnios dos seus soberanos. Não somos apadrinhados do Senhor: somos seus ministros, em um mundo necessitado.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Domínio à Imagem do Criador

por Pr. Olavo Feijó

Gênesis 1:26 - ¶ E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.

Desde o momento de sua criação o ser humano recebeu do criador uma solene responsabilidade: "Então disse Deus - Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele..." (Gênesis 1:26).

A opinião do mundo, hoje, é quase unânime: o que o homem fez com a Terra foi um drama sistemático de irresponsabilidade. Exploração até à exaustão. Eliminação de gases até um ponto suicida de aquecimento global. Morticínio de animais e plantas até a um nível de extermínio.

Quando o Senhor compartilhou com o ser humano a responsabilidade de administrar o planeta, houve uma condição: Fazê-lo à "imagem e semelhança" Dele, o Criador. À imagem e semelhança significava (e significa), pelo menos: com inteligência, com planejamento, com respeito, com amor. O Senhor amou tanto o mundo que deu o melhor que possuía. O homem abusou tanto do mundo que o desfigurou, à maneira dos seus egoísmos e perversidades. De acordo com Paulo, a esperança do mundo repousa na ação daqueles que aceitaram a soberania do Criador e que respeitam sua "imagem e semelhança". Quando isso acontecer, "a natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus" (Romanos 8:21) Amém.

Crê No Senhor Jesus

por Pr. Olavo Feijó

Atos dos Apóstolos 16:31 - E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

Um assustado carcereiro, em Filipos, pergunta a Paulo e Silas o que deveria fazer para mudar sua vida, para salvar-se. A resposta foi: "Eles responderam - Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16:31).

A receita da salvação, em dia, não confere exatamente com o que Paulo e Silas disseram. A receita contemporânea anda bem mais complicada. Ela está a exigir, por exemplo, ser membro de alguma igreja que se reúna em um megatemplo. Além do mais, ela está declarando que certos rituais de poder mágico devem ser seguidos à risca pelos fiéis, principalmente quando apresentados pelo rádio, pela televisão ou pela internet. E, como tudo isso custa muito caro, os proclamadores da nova receita não tem o mínimo constrangimento em reclamar "ofertas sacrificiais" dos seus seguidores.

A receita de Paulo e Silas é simples, mas é também profunda. Crer no Senhor Jesus não estimula o crente a buscar as coisas grandes do mundo, mas o mundo espiritual do Senhor. Crer no Senhor Jesus é um ato de entrega as pessoa inteira ao amor e ao poder do Cristo, com conseqüências na vida pessoal e familiar. Crer no Senhor Jesus não se limita aos gestos religiosos, que acontecem aos domingos, nos templos. É vida com Cristo, todos os dias, em todos os lugares...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Grão de Mostarda

por Pr. Olavo Feijó

Lucas 13:19 - É semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.

Uma das ilustrações que Jesus usou, para ensinar sobre o Reino de Deus, diz: "O Reino de Deus... é como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore" (Lucas 13:19).

Há uma tendência contemporânea, no meio religioso, que não acredita na eficácia das igrejas pequenas. Seus líderes nos ensinam que a única maneira de se apresentar um evangelho "impactante" é o desenvolvimento de igrejas com muitos milhares de membros, além da construção de megatemplos e catedrais. E a moda está pegando...

Como o Senhor Jesus viveu muito antes da mensagem dos "impactantes", seu evangelho ousou uma estratégia completamente diferente. A ponto de nos ensinar que a do Reino do Pai dele tinha que seguir o modelo do grão de mostarda, que de "mega" não tem nada. A ilustração chama nossa atenção para a humilde pequenez do processo da implantação do Reino. Mas deve, também, nos ensinar que se o Reino de fato é de Deus, cabe ao Senhor do Reino a responsabilidade e a maneira do Seu crescimento. Com grão de mostarda, por menor que seja, não se brinca.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Para Agradar a Deus

por Pr. Olavo Feijó

Hebreus 11:6 - Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

O autor da carta aos hebreus deixa bem claro: "Sem fé é impossível agradar a Deus" (Hebreus 11:6).

As tradições religiosas têm estabelecido muitas maneiras de um fiel agradar ao Senhor. As mais antigas praticavam sacrifício de animais, no altar da divindade. Outras, impunham sacrifícios humanos. Desde a Idade Média, pregou-se o abafar dos desejos do corpo, como forma de agradar ao Senhor. Modernamente, tem estado popular a pregação que exige os bens materiais dos seguidores, como forma de deixar o Senhor alegre...

O Novo Testamento, ao analisar a revelação de Jesus Cristo, afirma que a maneira de agradar o Senhor é aceitá-lo pela fé. A fé não exige nada em troca: ela aceita o Senhor porque Ele é o Senhor. E porque Ele é soberano, nós nos submetemos a Ele, pela fé. Ainda pela fé, nós O obedecemos não por causa de medo, mas motivados pelo amor. Amor, aliás, que nós aprendemos com Ele, porque "Ele nos amou primeiro". E se entregou a nós. Por isso, quando nos entregamos a Ele - ainda pela fé/amor - nós O agradamos. Quem ama gosta de agradar o ente amado.

Palavras da Vida Eterna

por Pr. Olavo Feijó

João 6:68 - Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

Muitos seguidores de Jesus, por não concordar com Ele, o abandonaram. Falando em nome dos doze, Pedro explicou a permanência deles: "Simão Pedro lhe respondeu: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o santo de Deus" (João 6:68).

As palavras da vida eterna não se encontram em uma declaração doutrinária, escrita por um concilio de religiosos poderosos. As palavras da vida eterna não irrompem das alturas atmosféricas, com relâmpagos estrondosos de misticismo. Elas não se escondem, sequer, em documentos místicos misteriosos, somente compreendidos por alguns iniciados.

As palavras da vida eterna são a pessoa de Jesus Cristo. Com muita firmeza, Ele mesmo afirmou:
"A vida eterna é esta, que conheçam... a Jesus Cristo, a quem enviaste". Criaturas que somos do tempo, recebemos entrada na eternidade na hora que recebemos o Cristo. Nas horas tristes do tempo, quando nos afligem as tribulações dos inimigos do Senhor, nosso alento e nossa força vêm de Cristo, que tem as palavras da vida eterna.

Para Que Dê Mais Fruto

por Pr. Olavo Feijó

João 15:2 - Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.

Mais de uma vez Jesus usou a imagem da árvore com frutos, para ilustrar o testemunho do cristão: “... e todo (ramo) que dá fruto Ele limpa, para que dê mais fruto ainda” (João 15:2).

Não se exige de uma árvore frutífera que ela produza corrente elétrica. Dela também não se espera que corra mais que uma gazela. Na natureza, existe um mínimo de coerência, que todo mundo espera. Este mínimo de coerência também é exigido do comportamento cristão.

O fruto dá testemunho tanto da natureza da árvore, quanto da qualidade da árvore. O “fruto” da conduta cristã deve caracterizar-se por exibir a essência de Cristo e a qualidade de Cristo. Dar fruto é dar testemunho. O fruto do crente dá bom testemunho quando ostenta o odor espiritual de Jesus, o sabor saudável da comunhão com o Senhor. Quando isso acontece, o Senhor nos limpa, nos poda da folhagem desnecessária, para que possamos dar ainda mais fruto.

Tanto Faz: Dois ou Cinco

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 25:21 - E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Na parábola dos talentos, o mesmo tipo de elogio dado ao servo que trabalhou cinco foi feito ao servo que trabalhou dois: "O Senhor respondeu: Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre muito. Venha e participe da alegria do Seu Senhor!" (Mateus 25:21 e 23).

Em nossa vida cristã. Temos a tendência de dar mais valor à quantidade. Valorizados são aqueles com maiores ofertas financeiras. Ou com o maior número de reuniões frequentadas. Ou com o maior número de orações "respondidas". Na visão quantitativa, cinco deve receber mais elogios do que dois...

A postura do Senhor Jesus, nesta parábola e em outros contextos, foi a de ênfase sobre a qualidade. Para o Senhor, a importância está na fidelidade. Somente recebe responsabilidade maior aquele que agiu com fidelidade na responsabilidade menor. Nossos talentos nos foram dados pelo Senhor. Nosso dever - e privilégio - é multiplicá-los em nome do Senhor. Dois, vinte e dois, dois mil e dois - a quantidade não interessa. O que vale é nossa atitude de fidelidade.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Para Um Tempo Como Esse

por Pr. Olavo Feijó

Ester 4:14 - Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?

A rainha Ester, finalmente, descobriu Seu papel e sua responsabilidade, quando seu tio Mardoqueu lhe disse: "Quem sabe se não foi para um tempo como esse que você chegou a este reino?" (Ester 4:14).

O reino deste mundo não poderia ser mais perigoso, mais inseguro, mais corrupto do que é. A coisa nos incomoda e nos prejudica tanto que, como defesa, começamos a querer fugir de tudo e de todos. Parece, no fundo, que esforço nenhum adianta. Que nada vai ajudar ou modificar.

A Bíblia quer que nos envolvamos. Que não fechemos os olhos. Mas ela não padroniza. Não nos obriga a um só tipo de comportamento. Nossa reação ao mundo depende da visão e dos talentos que somente o Senhor pode dar. Nem todos podemos ter o lugar da rainha Ester. Nem todos podemos ter a ocasião de aconselhar ou motivar. Mas todos podemos orar pela rainha e interceder pela obra do Senhor. Talvez mais do que orar pelos governantes, a hora terá chegado para orar por nós, os eleitores dos governantes. Por nós, que nunca deveríamos abandonar, o dever de vigiar, de cobrar, de cooperar. É verdade: estamos aqui, para um tempo como esse.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu, o Senhor, Odeio o Roubo

por Pr. Olavo Feijó

Isaías 61:8 - Porque eu, o SENHOR, amo o juízo, odeio o que foi roubado oferecido em holocausto; portanto, firmarei em verdade a sua obra; e farei uma aliança eterna com eles.

A Bíblia inteira nos mostra um Senhor que não pactua com a mentira, a injustiça e a irrealidade: "Porque Eu, o Senhor, amo a justiça e odeio o roubo e toda maldade" (Isaías 61:8).

Por que a menção do roubo, na descrição da postura justa do Senhor? O roubo é a conduta que contraria a postura bíblica que sempre relaciona os bens com a atitude do trabalho honesto.

Paulo, por exemplo, diz francamente: "quem não trabalha, que não coma". O ladrão despreza o trabalho e idolatra o dinheiro. Por isso, o roubo sempre é acompanhado da corrupção, da violência, da exploração. Além de ser apropriar do dinheiro, o roubador exalta a injustiça, zomba da criatividade produtiva e avilta o emprego como fator de aquisição de renda.
Os seguidores do Senhor, por definição, devem ser contra o roubo. Desde a apropriação indébita, até a sonegação dos impostos. Roubo, em todas as suas sutilezas, como no produto pirata, no plágio, no direito à dignidade individual. O cristão tem que ser contra o roubo, porque "Eu, o Senhor, odeio o roubo".

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tem Cuidado de Ti Mesmo

por Pr. Olavo Feijó

1 Timóteo 4:16 - Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

Dentre as muitas recomendações de Paulo a Timóteo, encontramos: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina" (I Timóteo 4:16).

Não é coisa rara encontrar, entre os cristãos, servos consagrados que nunca consideram suficiente o seu nível de consagração. Para eles, dedicação digna é aquela que vai acima de cem por cento. O bom crente, de acordo com tal visão, nunca deve poupar-se, nunca deve pensar em si mesmo. Nunca deveria descansar ou, sequer, pensar em tirar férias.

Baseados no conselho de Timóteo, Paulo não parece recomendar o caminho do martírio. "Tem cuidado de ti mesmo" soa para nós mais do que uma sugestão, o cuidar de si mesmo apresenta características de obrigação. A responsabilidade de tomar conta de si mesmo é tão estrategicamente séria, que ela vem antes do ter cuidado da "doutrina". Afinal de contas, disse Paulo em outro escrito, nosso "corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em nós". Por isso, o Senhor espera que cuidemos bem do Seu templo. Eis um lembrete apostólico, quando exageramos no cuidar da "doutrina" - não nos esqueçamos de cuidar de nós mesmos.

Quem És, Senhor?

por Pr. Olavo Feijó

Atos dos Apóstolos 26:15 - E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;

No caminho de Damasco, após o clarão da manifestação celestial, Saulo não deixou por menos e perguntou: “Quem és, Senhor?” (Atos 26:15).

Em quase todas as religiões, existe uma grande tendência de os seguidores dependerem do carisma dos seus líderes. Dentre outras razões porque, na maioria dos casos, líderes carismáticos caem no pecado de manter seu poder religioso através da obediência total dos seguidores.

Saulo, antes de ser transformado em Paulo, foi diretamente à causa da sua experiência traumática e perguntou: “Quem és, Senhor?”. Desde então, o futuro apóstolo fez disso um hábito: não perguntar “nem à carne, nem ao sangue”, mas sempre a Cristo. Como crentes, nossa responsabilidade é com relação a Cristo. Em função deste fato, temos que aumentar o nível de conhecimento que adquirimos do Senhor. Não necessariamente a respeito do Senhor - mas, obrigatoriamente, como conseqüência de nosso relacionamento pessoa com o Senhor. Se é que acreditamos na divindade de Cristo, nosso conhecimento Dele nunca será suficiente: sempre haverá margem para perguntar a Ele, sobre Ele mesmo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Poema de Mário Quintana

"Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar
primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois."
(Mario Quintana)

Antes de Eu Pedir, Ele Sabe

por Pr. Olavo Feijó


Mateus 6:8 - Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.


No meio de suas instruções sobre oração, Jesus faz a seguinte afirmação poderosa: "Porque o vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes" (Mateus 6:8).

Se o Senhor conhece nossas necessidades, antes até de nós lhe endereçarmos nossos pedidos, não há o perigo de perguntar: "então, porque pedir?"


Aparentemente, esta pergunta não preocupou o Mestre. Logo em seguida, a partir do verso 9, Ele nos ensinou a Oração Dominical, conhecida como Pai Nosso onde, aliás, existem pedidos.
Neste contexto, qual é a utilidade de pedir, se o Senhor a quem pedimos já sabe, de antemão, aquilo de que necessitamos? Dentre algumas possíveis utilidades, talvez valha a pena salientar uma: o Senhor sabe daquilo que verdadeiramente precisamos - e nós, será que sempre conhecemos, de fato, nossas necessidades reais? A experiência diz que não! Nosso conhecimento de nós mesmos é muito superficial e parcial. Não raro, pedimos infantilidades. Por isso, é tremendamente importante ter a certeza de que o Senhor, ao ouvir nossos pedidos imaturos, ainda que sinceros, responda nossas petições de acordo com a visão sábia e paternal que Ele tem de nós. Que bom. Antes de eu pedir, Ele sabe.

Antes de Eu Pedir, Ele Sabe

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 6:8 - Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.

No meio de suas instruções sobre oração, Jesus faz a seguinte afirmação poderosa: "Porque o vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes" (Mateus 6:8).
Se o Senhor conhece nossas necessidades, antes até de nós lhe endereçarmos nossos pedidos, não há o perigo de perguntar: "então, porque pedir?"

Aparentemente, esta pergunta não preocupou o Mestre. Logo em seguida, a partir do verso 9, Ele nos ensinou a Oração Dominical, conhecida como Pai Nosso onde, aliás, existem pedidos.
Neste contexto, qual é a utilidade de pedir, se o Senhor a quem pedimos já sabe, de antemão, aquilo de que necessitamos? Dentre algumas possíveis utilidades, talvez valha a pena salientar uma: o Senhor sabe daquilo que verdadeiramente precisamos - e nós, será que sempre conhecemos, de fato, nossas necessidades reais? A experiência diz que não! Nosso conhecimento de nós mesmos é muito superficial e parcial. Não raro, pedimos infantilidades. Por isso, é tremendamente importante ter a certeza de que o Senhor, ao ouvir nossos pedidos imaturos, ainda que sinceros, responda nossas petições de acordo com a visão sábia e paternal que Ele tem de nós. Que bom. Antes de eu pedir, Ele sabe.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Há Só Um Juiz

por Pr. Olavo Feijó

Tiago 4:12 - Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?

Por que não temos o direito de julgar os outros? De acordo com Tiago, a razão é a seguinte: "Há um só Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, que és, que julgas a outrem?" (Tiago 4:12).

Um dos mandamentos menos comprido de Jesus é o "não julgueis". Segundo alguns analistas, a maledicência constitui uma das práticas negativas mais comuns, dentro de nossas igrejas. Julgamos a torto e a direito. Julgamos mal e transmitimos nosso mau julgamento para os quatro ventos. Via internet.

Julgar é usurpar de Deus um direito que é só Dele. É um crime contra a divindade. Pelo contrário, aceitar o julgamento do Senhor é um dos caminhos mais eficientes de crescer espiritualmente. Porque, como diz Tiago, o julgamento feito pelo Senhor "pode salvar". O modo pelo qual o Senhor nos julga é amoroso e recuperador. Deixemos, então, com Ele o fardo pesado que é julgar. Há só um juiz.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eu Era Cego

por Pr. Olavo Feijó

João 9:25 - Respondeu ele pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo.

Relacionamentos entre cristãos podem resvalar para o "zelo amargo de doutrina". Diferenças de interpretação bíblica, quando discutidas com muita paixão, geralmente produzem desconforto, zelo excessivo, emoções descontroladas.

Porque agora podem ver algo, muitos crentes têm a tendência de se esquecer de que antes, eram cegos. Pior ainda, esquecem-se do Cristo, que lhes deu a visão.

O objetivo dos relacionamentos cristãos é discutir teologias e interpretações: o objetivo é dar testemunho do amor de Cristo e das transformações que vivemos por causa do Cristo.

Nós éramos cegos e agora vemos: que tal, diariamente, agradecer ao Senhor por esta bênção?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Grão Que Morre Frutifica

por Pr. Olavo Feijó

João 12:24 - Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.

Falando da Sua morte e de Sua missão redentora, Jesus usa a ilustração da semente: "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto" (João 12:24).

Alguns de nós temos medo de que, se compartilharmos nossas bênçãos com o mundo, ficaremos empobrecidos em nossa vida religiosa. Afinal de contas, o mundo em que vivemos é tão ruim, que aquelas inspirações que recebemos durante o culto, mal nos ajudam para atravessar a semana e voltar à igreja, no domingo seguinte.

A ilustração da semente contraria este medo. A função da semente, diz Jesus, é multiplicar, é produzir fruto. Mas, para conseguir isto, a semente precisa "morrer". Como a semente, o cristão deve investir, nos outros, o potencial espiritual que recebeu do Cristo: é a imagem da "morte". Este potencial recebido de Cristo, uma vez testemunhado e investido nos outros, é abençoado pelo Senhor e multiplicado pelo poder do Espírito. A missão do crente é frutificar. Mas grão que não morre, não frutifica.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Multidão De Misericórdias

por Pr. Olavo Feijó

Salmos 51:1 - [Salmo de Davi para o músico-mor, quando o profeta Natã veio a ele, depois dele ter possuído a Bate-Seba] Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Mais do que ninguém, Davi conhecia o tamanho das suas transgressões. Por isso, mais do que ninguém, Ele experimentou “a multidão das divinas misericórdias”: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das Tuas misericórdias” (Salmos 51:1).

Há uma fortíssima tendência, entre os cristãos, de maximizar a sua culpa. “Está bem, o Senhor me perdoou, mas eu não consigo me perdoar!” Esta sombra, que infelicita tantos crentes, justifica-se pela pequenez das nossas próprias misericórdias. Só que, quando apelamos para nossa atitude de “justiceiros”, na realidade estamos deformando a poderosa natureza da justiça divina.

O Senhor não nos trata segundo nossa iniqüidade, porque, “Ele se lembra de que somos pó”. É a isto que o Salmista se refere, quando ele afirma o enormíssimo tamanho das misericórdias divinas. Se o Senhor não agisse conosco de acordo com tal benignidade, de “há muito teríamos sido eliminados da terra dos viventes”. Por causa da diminuta capacidade que temos de perdoar e restaurar, dificilmente entendemos e nos aprimoramos das Suas misericórdias. Temos que aceitar, como Davi, que o único poder capaz de “apagar” nossas transgressões é a multidão das Suas “misericórdias”.

sábado, 4 de abril de 2009

Vasos De Barro

por Pr. Olavo Feijó

2 Coríntios 4:7 - Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

A postura de Paulo não é nem otimista, nem pessimista - ela é realista: "Mas temos este tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus e não de nós". (II Coríntios 4:7).

Quando vitórias acontecem em nossa vida, não é muito raro acreditarmos que foram nossas forças e nossa sabedoria a origem das vitórias. Afinal de contas, dedicamos o máximo dos nossos esforços, para conseguir nosso objetivo. Por que não reconhecer o nosso próprio valor?

Paulo, evidentemente, não está menosprezando o trabalho duro e a nossa determinação. Ao relembrar-nos que somos "vasos de barro", Ele chama nossa atenção para as nossas óbvias fragilidades. E, ao mesmo tempo, aponta para a grandeza da providência divina, que propositadamente usa instrumentos frágeis de barro, no processo de construir deu reino. O objetivo do Apóstolo, ao dizer que somos de "barro" não é menosprezar o ser humano: foi o Senhor quem decidiu nos criar "do pó da terra". O objetivo é criar em nós um realismo espiritual, que convive com a fragilidade do homem e com o poder soberano do Senhor. Poder soberano e, ao mesmo tempo, amoroso.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Todas As Coisas Contribuem

por Pr. Olavo Feijó

Romanos 8:28 - E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Em um dos trechos mais profundos da sua profunda carta aos Romanos, Paulo afirma categoricamente: “Deus faz todas as coisas, conjuntamente, contribuírem para o bem daqueles que o amam” (Romanos 8:28).

No grande contexto bíblico que fala do poder e da soberania do Senhor, Romanos 8:28 constitui um dos ensinos mais negligenciados. É difícil acreditar, por exemplo, que o Senhor pegue o monte enorme de nossas desobediências e direcione todas essas faltas para o nosso “bem”. Será que a paciência Dele não tem limites? Mais ainda, como é que pode Ele reunir tantas coisas negativas e, numa atitude de amor e poder, transformá-las em bênção?

Paulo, entretanto, não deixou por menos. Ele escreveu: “todas as coisas”. Com isto, ele quis nos ensinar que a soberania e a providência do Senhor não conhecem limites. Se é que “amamos a Deus”, não poderá haver coisa nenhuma que Ele não possa usar para nosso benefício de filhos Dele. É bem verdade que nós crentes, com a pequenês dos nossos recursos humanos, dificilmente percebemos as “manobras” do Senhor. O que deve ficar muito claro, porém, é que a imaturidade de nossa percepção não invalida o plano divino para nossa vida. “Todas as coisas contribuem”.

Que Marche!

por Pr. Olavo Feijó

Êxodo 14:15 - ¶ Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.

Olhando para trás, a aproximação dos soldados egípcios, prontos para exterminar os antigos escravos israelitas. Olhando para frente, as águas do Mar Vermelho. Apavorados, os judeus clamaram o Senhor, pedindo uma saída para aquela tragédia. A resposta divina foi seca, incompreensível, mas muito clara: “Diga ao povo de Israel que marche” (Êxodo 14:15).

As maldades que nos ameaçam, realisticamente, são hoje tão ruins, quanto tem sido no passado. O mundo continua odiando a Cristo e odiando os cristãos. E, quando olhamos para frente, as perspectivas não são claras, nem boas.

Hoje, como no passado, a ordem do Senhor para nós é: “Que marche!”. A estratégia do Senhor nos parece esquisita: será que Ele é o único que não sabe da existência do Mar Vermelho na nossa frente? Sim, Ele sabe. Ele sabe como criar mares e como usar mares para o nosso livramento. Mas Ele somente abre caminhos no mar à nossa frente, quando aceitamos a ordem de marchar. De continuar para a frente, não importa quão vermelho seja o mar. “Que marche!”.

Eu sou um vaso de barro...

por Pastor Sérgio Fernandes

2 Coríntios 4:7 - Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

Quando vejo os evangelistas televisivos pregarem suas mensagens de auto-ajuda, meu coração sangra de tristeza. De fato, alguns deles até tentam expor com clareza o evangelho de Cristo, mas a grande maioria se preocupa apenas em emocionar as pessoas, prometendo coisas que o evangelho nunca prometeu a ninguém. Eu não preciso de Deus para enriquecer, para ser próspero, para ter uma boa posição na empresa onde trabalho. Para isto, basta meu esforço pessoal e dedicação. Eu preciso de Deus, sim, para a salvação da minha alma, para que com a graça dEle eu possa me salvar desta geração perversa, para minha santificação.

O que me incomoda nestas pregações atuais é a tentativa de fazer de nós, cristãos, "super-homens" e "mulheres-maravilha". Vamos lá, "profetize", "declare", "decrete", "você é", "você faz", "você acontece", bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla. Os pregadores querem nos fazer super-heróis. E Deus se contentou em nos fazer "vasos de barro".

Você é de barro querido! Frágil, dependente da graça de Deus, vazio por dentro, para que a presença de Cristo preencha seu ser. Você não tem super poderes! Mas tem um Deus Todo Poderoso que prometeu estar ao seu lado! Quando alguém tentar te convencer a não ser humano, lembre-se que até mesmo Deus, em Cristo, entendeu que ser apenas "um ser humano" poderia trazer glória e salvação.

Na dúvida, encoste sua capa e volte a ser você mesmo.
Deus usa vasos de barro, e não super-heróis.
Sucesso!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Atleta Coroado

por Pr. Olavo Feijó

2 Timóteo 2:5 - E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.

Paulo usa várias imagens, para ilustrar a dinâmica da carreira cristã: uma delas é a do atleta. Ele escreve a Timóteo "Nenhum atleta é coroado como vencedor se não competir de acordo com as regras" (II Timóteo 2:5).

Quando examinamos a estrutura das coisas e dos processos, descobrimos que em tudo existe uma certa lógica. A vida não é por acaso, como não são por acaso as derrotas e as vitórias. Por isso, Paulo compara a carreira cristã com a carreira atlética. Ambas as carreiras tem regras e técnicas para serem seguidas. Não se conhece nenhum futebolista que tenha chegado a ser campeão, treinando de acordo com as regras do handebol.

Gostemos ou não gostemos, a Bíblia é a nossa "regra de fé e prática". Na carreira cristã, nosso técnico é Cristo. As regras foram feitas por Ele. E é somente quando vivemos em comunhão com Ele que conseguimos pôr em prática suas leis e princípios. O cristão deve viver como cristão em todas as atividades da sua vida pessoal e profissional. O conceito bíblico de "atleta coroado como vencedor" nada tem a ver com quantidade, mas com a qualidade espiritual com que jogamos. Seguir a orientação do Espírito Santo do Cristo: esta é a regra que faz de nós atletas coroados.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mente Firme Em Ti

por Pr. Olavo Feijó

Isaías 26:3 - Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.

Isaías nos dá a atitude certa para viver em paz, ter nossa percepção espiritual fixado no Senhor: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia em Ti" (Isaías 26:3).

Só que, neste mundo em que vivemos, o que não faltam são coisas enganosas e envenenadas, sempre a exigir nossa atenção. Tudo conspira para nos tirar a paz. Nossos cartões são clonados e nossos ônibus estão sucateados. Antes que o sinal à nossa frente fique verde, o carro de trás buzina desaforadamente. De dia somos assaltados e de noite tememos pelas balas perdidas.

A Bíblia nos ensina o seguinte: se eu, como crente, quiser, posso aumentar imensamente aquela lista das coisas que prejudicam nossa paz. Entretanto, se eu quiser adotar a criatividade da Bíblia, ao invés de fixar minha atenção e minha percepção nas ruindades do mundo, posso fixar minha mente no Senhor soberano do mundo. Aí, como nossa percepção depende do enfoque de nossa atenção, gradualmente vamos sentir a realidade da paz do Senhor "que excede todo entendimento". Fixar a mente em Cristo não é fingir que o mundo é cor de rosa. É reconhecer nossos medos e, corajosamente, entregá-los ao Senhor. Aquele cuja mente está firme em Cristo é premiado com paz interior.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Minha Casa Não É Digna de Ti

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 8:8 - E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.

Intercedendo por seu servo, muito enfermo, o centurião sugeriu que Jesus o curasse mesmo de longe: "Respondeu o centurião - Senhor, minha casa não é digna de Ti" (Mateus 8:8).

A idéia de que não somos dignos de Cristo é chover no molhado. Mas ainda existem alguns cristãos que estão presos aos seus sentimentos de dignidade. E que, até, fogem de uma intimidade maior com o Senhor, sob a desculpa de que, na nossa imperfeição não merecemos a presença e as bênçãos do Senhor.

Quando, entretanto, acreditamos como o fez o centurião, que o poder de Jesus pode curar e abençoar minha casa e o que quer que esteja nela, esta fé é elogiada pelo Senhor. O inimigo quer que acreditemos que, por causa do nosso pecado, não merecemos a bênção do Senhor. Quanto a Jesus, Ele quer que entreguemos a Ele nossas indignidades e, humildemente, aceitemos dentro de nós Sua graça purificadora. De fato, minha casa não é digna: é a graça de Cristo que faz da minha casa templo Dele.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Alimento da Palavra

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 4:4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

Respondendo a tentação de conseguir comida facilmente “Jesus respondeu: Está escrito – Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra proveniente de Deus” (Mateus 4:4).

Jesus não se opôs à postura de saciar a fome: o alimento faz parte do projeto divino da sobrevivência. Um dos sistemas essenciais à vida é aquele que depende da ingestão e do metabolismo da comida. A tentação do diabo significa colocar a busca do alimento como a coisa mais importante da vida – suplantando até o significado espiritual da existência.

A “palavra proveniente do Senhor” valoriza o alimento, valoriza o corpo e valoriza a alma. O pão conseguido pela injustiça produz indigestão espiritual. E, em última análise indigestão física. A busca do pão divino, na meditação bíblica, divina ser muito mais intensa do que a busca do pão material. Alimentar-se do pão divino apenas umas duas vezes por mês só pode produzir anemia espiritual. O Senhor Jesus nos quer robustos e saudáveis, bem nutridos pelo estudo da Bíblia e pela oração. Não há dieta melhor para o cristão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sede de Deus

por Pr. Olavo Feijó

Salmos 42:1 - [Masquil para o músico-mor, entre os filhos de Coré] Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!

Quando tomado pela sede, o anseio principal de um animal é a água: “Como o cervo anseia por correntes de água, assim minha alma anseia por Ti, ó Deus”. (Salmos 42:1).

Quanto mais foram se afastando da natureza, mais os humanos foram inventando outras maneiras de aplacar a sede. Alimentos com alta porcentagem de líquido. Bebidas saborosas. Bebidas criadoras de dependência.

Existem várias bebidas religiosas, que nos dão a impressão de uma hidratação satisfatória. E elas nos atraem mais quando, além do sabor interessante, são apresentadas em garrafas atraentes e convenientes. Chega um ponto, porém, quando o líquido inventado não mata a sede. E aí, neste ponto, redescobrimos a água da vida, nas correntes saudáveis do Senhor. Somos abençoados, no dia em que constatamos que a comunhão com o Senhor é insubstituível. Somos abençoados quando, após usar muitas bebidas religiosas, chegamos ao ponto de ansiar pelas águas correntes do Senhor. Do mesmo jeito como faz o cervo.

terça-feira, 10 de março de 2009

Vãs repetições

por Pastor Sérgio Fernandes

Mateus 6:7 - E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos

A oração não deve ser repetida e nem aprendida. Sabe quando você encontra um livro que ensina galanteios, e ao usá-los para conquistar a pessoa amada, você percebe o quão superficial é a fala?

A oração aprendida é do mesmo modo. O discípulo não usa orações prontas; jamais compre um livro com orações poderosas e as repita, é uma forma superficial e errada de se comunicar com Deus. Com Ele, vale a espontaneidade!

A oração deve ter sinceridade, boa motivação de coração, pois não estamos falando com um Ser que seja insensível aos nossos sentimentos. Em minhas orações, evito repetir fórmulas: quando estou no carro, peço que Jesus se assente no banco da frente e converso com Ele como se estivesse conversando com um melhor amigo (com o devido temor que é devido a Sua santidade). Faço o mesmo quando oro ao Pai Celestial e ao Espírito Santo.

Desfrute da liberdade que o sangue de Cristo nos proporcionou. Se achegue bem pertinho de Deus através da sua oração, e veja o Seu agir lhe concedendo vitória em todos os dilemas da sua vida!

Vende Tudo Quanto Tens

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 19:21 - Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.

A um jovem rico, que amava suas riquezas acima de tudo, Jesus aconselhou: "Vá, venda os seus bens e de o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e segue-me" (Mateus 19:21).

É da natureza humana o apegar-se às coisas que conseguiu ajuntar. Principalmente quando se trata de muito dinheiro. Faz sentido. O acúmulo de coisas e de dinheiro cria em nós um sentimento de segurança, de estabilidade. É somente quando perdemos as possessões que nos damos conta de que a segurança era falha e a estabilidade passageira.

Jesus não mandou Zaqueu desfazer-se de tudo quanto tinha: quando ele se apegou ao Senhor, desapegou-se do dinheiro. Quando viu a atitude de Zaqueu, o Mestre concluiu: "Hoje entrou salvação nessa casa". A postura de Zaqueu é a que o Senhor recomenda. O que quer que colecionemos, chega a um ponto que começa a nos controlar. Pode ser livros, selos, amizades, dinheiro ou poder. Quando o que acumulamos fica entre nós e nosso Cristo, o negócio é vender e desfazer-se, por amor ao Senhor. Aí, fica mais fácil seguir a Cristo.

Oração e Vitória...

por Pastor Sérgio Fernandes

Mateus 6:6 - Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.

A oração é a maior e melhor ferramenta que um discípulo possui. Antes de falar especificadamente sobre a oração, quero refletir com você sobre o que é orar.

Veja, antes de conhecermos o evangelho, éramos inimigos de Deus (Ef 2.1,2). Entretanto, pela morte de Jesus Cristo e sua posterior ressurreição, todo aquele que crê no Salvador recebe a dádiva da reconciliação (Rm 5.8; Cl 1.20). Uma vez reconciliados com o Pai, podemos novamente ter comunhão com Ele, e isso ocorre através da oração. Falar com Deus é um tesouro. Jesus nos convida a estarmos em secreto com Deus. Sabe aquele local onde podemos nos desligar da vida e estar a sós com o Pai?

Eu tenho dois locais onde costumo estar mais próximo de Deus. Um deles é o meu carro, no trajeto residência-empresa. É ali que costumo ganhar as maiores batalhas. O outro é no meu lar, com minha esposa, em nossos cultos domésticos; diariamente, eu e ela nos reunimos para buscar a Deus e interceder pelo próximo. Você precisa começar a construir a sua própria história espiritual, e isso se dará por intermédio da oração.

Deus te abençoe nesta semana.

Sei Que É Por Minha Causa

por Pr. Olavo Feijó

Jonas 1:12 - E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.

As atitudes erradas de Jonas encheram um livro. Houve um momento, porém, em que o profeta agiu com dignidade e responsabilidade. Para evitar naufrágio e morte de inocentes, Ele assumiu toda a responsabilidade da tragédia: "Peguem-me e joguem-me ao mar e ele se acalmará. Pois eu sei que é por minha causa que esta violenta tempestade caiu sobre vocês" (Jonas 1:12).

Há pessoas que vivem desafiando o seu Deus. Sabem qual é a vontade do Senhor e, mesmo assim, vivem de modo contrário e arrogante. Sua única qualidade é a coerência com que vivem sua insensatez e sua desobediência. Chega um ponto, entretanto, em que as consequências infelizes extrapolam a própria pessoa e atingem inocentes. De repente o próprio temporal ameaça os colegas, os amigos, os parentes...

O livro de Jó tem duas mensagens profundas: de um lado, a dureza do nosso coração; do outro lado, a persistência da misericórdia do Senhor. Eu tenho todo o direito de ferir a mim mesmo. Este direito não inclui machucar outras pessoas, que nada tem a ver com minha insubmissão à orientação divina. Como cristão, sou responsável pelo bem estar do meu próximo. Porque devo ser o "sal da terra e a luz do mundo". Minha obediência traz benefícios para mim e canaliza bênçãos para meu mundo ao redor. Muito do que o Senhor permite "é por minha causa". Seja para o mal, seja para o bem. Sejamos responsáveis.

O Pão de Cada Dia

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 6:11 - O pão nosso de cada dia nos dá hoje;

Quando Jesus ensina a orar pelo pão, o limite que Ele estabelece é o dia de hoje: "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje" ( Mateus 6:11 ).

A estrutura inteira de nossa vida em sociedade é baseada na prividência para providência. Nem mesmo as chamadas diaristas realmente só cobram para garantir a refeição do dia. Tudo gira ao redor da economia e da poupança, com o objetivo de "garantir o dia de amanhã". Às vezes, para alguns cristãos, a preocupação apenas com o pão de cada dia fica parecendo falta de realismo.

A Bíblia não ensina irresponsabilidade com relação ao futuro. Se não, ela não recomendaria o exemplo da formiga. O que ela está a nos ensinar é a postura de confiar, diariamente, no sustento que o Senhor nos garante. Ora, se o Senhor é mesmo hoje, ontem e para sempre, então concluímos pela prática com o Senhor, que o mesmo Deus que nos alimentou ontem e nos alimentou hoje, certamente nos alimentará amanhã. É uma questão de fé, mas também de experiência... com o Senhor nosso de cada dia.

O Mal Dado Por Deus

por Pr. Olavo Feijó

Jó 2:10 - Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

A perfeita compreensão do livro de Jó somente é possível pela revelação de Jesus, no Novo Testamento. Diante de toda a provação que o Senhor mandou para a sua vida, o velho patriarca diz à sua esposa: "você fala como uma insensata. Aceitaremos o bem dado por Deus e não o mal?" (Jó 2:10).

As tribulações do mundo, prometidas aos cristãos fiéis, por acaso não são males "dados por Deus?". O desemprego inesperado, quando planejávamos o futuro em função do nosso salário, não seria "mal" enviado pelo Senhor? A traição descoberta em plena família, não deveria ser olhada como "mal" permitido pelo Senhor?

Talvez tenhamos chegado no ponto de aceitar o que Paulo disse aos Coríntios, sobre as provações que Ele permite em nossa vida. Elas nunca estão e nunca estarão "acima da nossa capacidade de resistência". E mais: junto com as provações, por mais maldosas que elas nos pareçam, o Senho9r providencia o definitivo "escape". Nosso negócio, na realidade, não é desenvolvermos uma "paciência de Jó". Nosso negócio é, como filhos amados, aceitarmos como manifestação de amor as provações mandadas pelo Pai.

Somos o Sal Da Terra

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 5:13 - Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.

Logo depois das bem-aventuranças, Jesus entrega aos discípulos uma pesadíssima missão. Em um mundo cheio de podridão, Ele nos diz: "Vós sois o sal da terra. Se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Para nada mais serve, senão para ser jogado fora e pisado pelos homens" (Mateus 5:13).

Periodicamente, quando aumentam muito as notícias de corrupção, sempre surgem pregadores que se especializam em "denunciar" as falcatruas dos governantes e dos cidadãos. A retórica fica ainda mais contundente, quando as últimas notícias da pouca vergonha são usadas para ilustrar "os sinais dos tempos".

O Senhor Jesus, há mais de vinte séculos, já nos havia explicado que este mundo é ruim mesmo, é podre mesmo. Só que, ao denotar as podridões do mundo, Ele olhou para Seus discípulos e, com muita segurança, afiançou: "Vós sois o sal da terra". Vós sois o anti-podridão. Vós sois o anti-corrupção. Vós sois o anti-degeneração. Em outras palavras, parece que a nossa missão não é tanto a de descrever decadências, mas a de viver a saúde espiritual que o Senhor nos concede, quando nós O aceitamos pela fé. A vida cristã, que simplesmente insiste em obedecer as leis de Cristo, faz de nós "sal da terra", dando saúde aquilo que tocamos. O sal é poderoso porque, naturalmente evita a podridão.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mais Na Morte, Do Que Na Vida

por Pr. Olavo Feijó

Juízes 16:30 - E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida.

Sansão foi educado seguindo orientação divina, para ser um grande juiz em Israel. Por causa de sua desobediência, foi preso e humilhado pelos inimigos, em pleno templo de Dagom. Arrependido, pediu outra vez suas forças e, com elas, destruiu o templo e os filisteus: "Assim, na sua morte, Sansão matou mais homens do que em toda a sua vida" (Juízes 16:30).

Muitos de nós somos parecidos com Sansão. Recebemos, do Senhor, recursos, capacidades, oportunidades e poder. Todavia, ao invés de usar tudo isso para o serviço do Senhor, passamos a nos esquecer Dele. Assim, desperdiçamos os talentos que nos foram dados, usando-os para alimentar nossos caprichos pessoais. Aos poucos, vamos perdendo as capacidades que o Senhor nos deu, entrando pelo caminho de Sansão.

Os talentos que temos somente se desenvolvem quando os dedicamos para o Reino Dele. Isto significa dizer que o período ideal para servimos ao Senhor é o decorrer de nossa vida. Quando ainda possuímos o melhor de nossas forças, a saúde de nosso corpo, a acuidade de nossa mente. A melhor motivação para o serviço não deve ser nosso arrependimento, mas nossa compreensão e nossa vocação. O drama de Sansão foi ter que usar sua morte, para enfim fazer o que deveria ter feito em vida...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Teu Servo Ouve

por Pr. Olavo Feijó

"1 Samuel 3:10 - Então veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve."

Samuel trabalhava como aprendiz de Eli e nunca tivera a experiência de receber revelação diretamente do Senhor. Devidamente instruído pelo seu mestre, assim que conseguiu identificar a iniciativa divina, assumiu a atitude certa diante de Deus: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve” (I Samuel 3:10).
O Senhor fala. Por que nós não ouvimos? Não ouvimos porque, muitas vezes, o ruído das mensagens ao nosso redor suplanta a dignidade da fala divina. Não ouvimos por que, em outras vezes, ficamos tão envolvidos com nossas atividades nas igrejas, que não nos sobra tempo de permanecer em silêncio, diante do Senhor. Não ouvimos porque, não poucas vezes, o Senhor nos diz aquilo que não queremos ouvir.
O ministério de Samuel foi frutífero e abençoado, simplesmente porque ele ouviu o seu Senhor. O Senhor continua falando. Nem sempre o que Ele diz é agradável. E há mensagens Dele muito pesadas. Especialmente quando Ele usa nossa doença para se revelar. Ou quando, por causa do desemprego, apelamos para Ele. E, até, somos traídos, perseguidos ou mal-tratados. É preciso aceitar a soberania do Senhor: Ele fala do jeito Dele. A nós, cabe aceitar: o Teu servo ouve.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Apresentaçao

Sou um pensador cancioneiro

Meus versos eu expresso em baladas

Tenho um ideal verdadeiro

Não gosto de meias palavras

Não estou certo de que a vida é boa

Mas também não afirmo que ela é ruim

Sei que não vim ao mundo à toa

Mas não sei por que as coisas funcionam assim

Descobri que ouro não é a maior riqueza

Concluí que na alma está a real beleza

Encontrei na simplicidade a verdadeira grandeza

Vi que tudo é natural, mas nem tudo é natureza

Com cada amigo que encontrei sorri

E por cada um que se foi muito sofri

Todo ganho me trouxe algum detrimento

Toda dor me trouxe algum ensinamento

Não pude sorrir, pois sempre alguém teve fome

Nem dormir, pois sempre um outro sentiu frio

E não pude resistir um sorriso de criança

Nem negar amor a quem cruzou meu caminho

É neste espaço entre o nada e o desconhecido

Que chorando e sorrindo eu tenho vivido

Uns chamam de vida, outros de existência

De acordo com sua fé ou sua ciência

Delirando em sua própria experiência

Buscando no mistério uma essência

Eu prefiro ser modesto, tento ser nobre

Afinal nem toda resposta se descobre

Digo logo que nem tudo compreendo

Mas como não tenho escolha, continuo vivendo.

Se tenho algo a dizer, com música farei

Se em Deus eu posso crer, para Ele viverei

Se as palavras não expressam, os acordes falarão

E se minhas forças cessarem, cantarei com o coração