terça-feira, 21 de abril de 2009

Grão Que Morre Frutifica

por Pr. Olavo Feijó

João 12:24 - Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.

Falando da Sua morte e de Sua missão redentora, Jesus usa a ilustração da semente: "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto" (João 12:24).

Alguns de nós temos medo de que, se compartilharmos nossas bênçãos com o mundo, ficaremos empobrecidos em nossa vida religiosa. Afinal de contas, o mundo em que vivemos é tão ruim, que aquelas inspirações que recebemos durante o culto, mal nos ajudam para atravessar a semana e voltar à igreja, no domingo seguinte.

A ilustração da semente contraria este medo. A função da semente, diz Jesus, é multiplicar, é produzir fruto. Mas, para conseguir isto, a semente precisa "morrer". Como a semente, o cristão deve investir, nos outros, o potencial espiritual que recebeu do Cristo: é a imagem da "morte". Este potencial recebido de Cristo, uma vez testemunhado e investido nos outros, é abençoado pelo Senhor e multiplicado pelo poder do Espírito. A missão do crente é frutificar. Mas grão que não morre, não frutifica.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Multidão De Misericórdias

por Pr. Olavo Feijó

Salmos 51:1 - [Salmo de Davi para o músico-mor, quando o profeta Natã veio a ele, depois dele ter possuído a Bate-Seba] Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Mais do que ninguém, Davi conhecia o tamanho das suas transgressões. Por isso, mais do que ninguém, Ele experimentou “a multidão das divinas misericórdias”: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das Tuas misericórdias” (Salmos 51:1).

Há uma fortíssima tendência, entre os cristãos, de maximizar a sua culpa. “Está bem, o Senhor me perdoou, mas eu não consigo me perdoar!” Esta sombra, que infelicita tantos crentes, justifica-se pela pequenez das nossas próprias misericórdias. Só que, quando apelamos para nossa atitude de “justiceiros”, na realidade estamos deformando a poderosa natureza da justiça divina.

O Senhor não nos trata segundo nossa iniqüidade, porque, “Ele se lembra de que somos pó”. É a isto que o Salmista se refere, quando ele afirma o enormíssimo tamanho das misericórdias divinas. Se o Senhor não agisse conosco de acordo com tal benignidade, de “há muito teríamos sido eliminados da terra dos viventes”. Por causa da diminuta capacidade que temos de perdoar e restaurar, dificilmente entendemos e nos aprimoramos das Suas misericórdias. Temos que aceitar, como Davi, que o único poder capaz de “apagar” nossas transgressões é a multidão das Suas “misericórdias”.

sábado, 4 de abril de 2009

Vasos De Barro

por Pr. Olavo Feijó

2 Coríntios 4:7 - Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

A postura de Paulo não é nem otimista, nem pessimista - ela é realista: "Mas temos este tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus e não de nós". (II Coríntios 4:7).

Quando vitórias acontecem em nossa vida, não é muito raro acreditarmos que foram nossas forças e nossa sabedoria a origem das vitórias. Afinal de contas, dedicamos o máximo dos nossos esforços, para conseguir nosso objetivo. Por que não reconhecer o nosso próprio valor?

Paulo, evidentemente, não está menosprezando o trabalho duro e a nossa determinação. Ao relembrar-nos que somos "vasos de barro", Ele chama nossa atenção para as nossas óbvias fragilidades. E, ao mesmo tempo, aponta para a grandeza da providência divina, que propositadamente usa instrumentos frágeis de barro, no processo de construir deu reino. O objetivo do Apóstolo, ao dizer que somos de "barro" não é menosprezar o ser humano: foi o Senhor quem decidiu nos criar "do pó da terra". O objetivo é criar em nós um realismo espiritual, que convive com a fragilidade do homem e com o poder soberano do Senhor. Poder soberano e, ao mesmo tempo, amoroso.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Todas As Coisas Contribuem

por Pr. Olavo Feijó

Romanos 8:28 - E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Em um dos trechos mais profundos da sua profunda carta aos Romanos, Paulo afirma categoricamente: “Deus faz todas as coisas, conjuntamente, contribuírem para o bem daqueles que o amam” (Romanos 8:28).

No grande contexto bíblico que fala do poder e da soberania do Senhor, Romanos 8:28 constitui um dos ensinos mais negligenciados. É difícil acreditar, por exemplo, que o Senhor pegue o monte enorme de nossas desobediências e direcione todas essas faltas para o nosso “bem”. Será que a paciência Dele não tem limites? Mais ainda, como é que pode Ele reunir tantas coisas negativas e, numa atitude de amor e poder, transformá-las em bênção?

Paulo, entretanto, não deixou por menos. Ele escreveu: “todas as coisas”. Com isto, ele quis nos ensinar que a soberania e a providência do Senhor não conhecem limites. Se é que “amamos a Deus”, não poderá haver coisa nenhuma que Ele não possa usar para nosso benefício de filhos Dele. É bem verdade que nós crentes, com a pequenês dos nossos recursos humanos, dificilmente percebemos as “manobras” do Senhor. O que deve ficar muito claro, porém, é que a imaturidade de nossa percepção não invalida o plano divino para nossa vida. “Todas as coisas contribuem”.

Que Marche!

por Pr. Olavo Feijó

Êxodo 14:15 - ¶ Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.

Olhando para trás, a aproximação dos soldados egípcios, prontos para exterminar os antigos escravos israelitas. Olhando para frente, as águas do Mar Vermelho. Apavorados, os judeus clamaram o Senhor, pedindo uma saída para aquela tragédia. A resposta divina foi seca, incompreensível, mas muito clara: “Diga ao povo de Israel que marche” (Êxodo 14:15).

As maldades que nos ameaçam, realisticamente, são hoje tão ruins, quanto tem sido no passado. O mundo continua odiando a Cristo e odiando os cristãos. E, quando olhamos para frente, as perspectivas não são claras, nem boas.

Hoje, como no passado, a ordem do Senhor para nós é: “Que marche!”. A estratégia do Senhor nos parece esquisita: será que Ele é o único que não sabe da existência do Mar Vermelho na nossa frente? Sim, Ele sabe. Ele sabe como criar mares e como usar mares para o nosso livramento. Mas Ele somente abre caminhos no mar à nossa frente, quando aceitamos a ordem de marchar. De continuar para a frente, não importa quão vermelho seja o mar. “Que marche!”.

Eu sou um vaso de barro...

por Pastor Sérgio Fernandes

2 Coríntios 4:7 - Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

Quando vejo os evangelistas televisivos pregarem suas mensagens de auto-ajuda, meu coração sangra de tristeza. De fato, alguns deles até tentam expor com clareza o evangelho de Cristo, mas a grande maioria se preocupa apenas em emocionar as pessoas, prometendo coisas que o evangelho nunca prometeu a ninguém. Eu não preciso de Deus para enriquecer, para ser próspero, para ter uma boa posição na empresa onde trabalho. Para isto, basta meu esforço pessoal e dedicação. Eu preciso de Deus, sim, para a salvação da minha alma, para que com a graça dEle eu possa me salvar desta geração perversa, para minha santificação.

O que me incomoda nestas pregações atuais é a tentativa de fazer de nós, cristãos, "super-homens" e "mulheres-maravilha". Vamos lá, "profetize", "declare", "decrete", "você é", "você faz", "você acontece", bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla. Os pregadores querem nos fazer super-heróis. E Deus se contentou em nos fazer "vasos de barro".

Você é de barro querido! Frágil, dependente da graça de Deus, vazio por dentro, para que a presença de Cristo preencha seu ser. Você não tem super poderes! Mas tem um Deus Todo Poderoso que prometeu estar ao seu lado! Quando alguém tentar te convencer a não ser humano, lembre-se que até mesmo Deus, em Cristo, entendeu que ser apenas "um ser humano" poderia trazer glória e salvação.

Na dúvida, encoste sua capa e volte a ser você mesmo.
Deus usa vasos de barro, e não super-heróis.
Sucesso!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Atleta Coroado

por Pr. Olavo Feijó

2 Timóteo 2:5 - E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.

Paulo usa várias imagens, para ilustrar a dinâmica da carreira cristã: uma delas é a do atleta. Ele escreve a Timóteo "Nenhum atleta é coroado como vencedor se não competir de acordo com as regras" (II Timóteo 2:5).

Quando examinamos a estrutura das coisas e dos processos, descobrimos que em tudo existe uma certa lógica. A vida não é por acaso, como não são por acaso as derrotas e as vitórias. Por isso, Paulo compara a carreira cristã com a carreira atlética. Ambas as carreiras tem regras e técnicas para serem seguidas. Não se conhece nenhum futebolista que tenha chegado a ser campeão, treinando de acordo com as regras do handebol.

Gostemos ou não gostemos, a Bíblia é a nossa "regra de fé e prática". Na carreira cristã, nosso técnico é Cristo. As regras foram feitas por Ele. E é somente quando vivemos em comunhão com Ele que conseguimos pôr em prática suas leis e princípios. O cristão deve viver como cristão em todas as atividades da sua vida pessoal e profissional. O conceito bíblico de "atleta coroado como vencedor" nada tem a ver com quantidade, mas com a qualidade espiritual com que jogamos. Seguir a orientação do Espírito Santo do Cristo: esta é a regra que faz de nós atletas coroados.