segunda-feira, 27 de julho de 2009

Para Um Tempo Como Esse

por Pr. Olavo Feijó

Ester 4:14 - Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?

A rainha Ester, finalmente, descobriu Seu papel e sua responsabilidade, quando seu tio Mardoqueu lhe disse: "Quem sabe se não foi para um tempo como esse que você chegou a este reino?" (Ester 4:14).

O reino deste mundo não poderia ser mais perigoso, mais inseguro, mais corrupto do que é. A coisa nos incomoda e nos prejudica tanto que, como defesa, começamos a querer fugir de tudo e de todos. Parece, no fundo, que esforço nenhum adianta. Que nada vai ajudar ou modificar.

A Bíblia quer que nos envolvamos. Que não fechemos os olhos. Mas ela não padroniza. Não nos obriga a um só tipo de comportamento. Nossa reação ao mundo depende da visão e dos talentos que somente o Senhor pode dar. Nem todos podemos ter o lugar da rainha Ester. Nem todos podemos ter a ocasião de aconselhar ou motivar. Mas todos podemos orar pela rainha e interceder pela obra do Senhor. Talvez mais do que orar pelos governantes, a hora terá chegado para orar por nós, os eleitores dos governantes. Por nós, que nunca deveríamos abandonar, o dever de vigiar, de cobrar, de cooperar. É verdade: estamos aqui, para um tempo como esse.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu, o Senhor, Odeio o Roubo

por Pr. Olavo Feijó

Isaías 61:8 - Porque eu, o SENHOR, amo o juízo, odeio o que foi roubado oferecido em holocausto; portanto, firmarei em verdade a sua obra; e farei uma aliança eterna com eles.

A Bíblia inteira nos mostra um Senhor que não pactua com a mentira, a injustiça e a irrealidade: "Porque Eu, o Senhor, amo a justiça e odeio o roubo e toda maldade" (Isaías 61:8).

Por que a menção do roubo, na descrição da postura justa do Senhor? O roubo é a conduta que contraria a postura bíblica que sempre relaciona os bens com a atitude do trabalho honesto.

Paulo, por exemplo, diz francamente: "quem não trabalha, que não coma". O ladrão despreza o trabalho e idolatra o dinheiro. Por isso, o roubo sempre é acompanhado da corrupção, da violência, da exploração. Além de ser apropriar do dinheiro, o roubador exalta a injustiça, zomba da criatividade produtiva e avilta o emprego como fator de aquisição de renda.
Os seguidores do Senhor, por definição, devem ser contra o roubo. Desde a apropriação indébita, até a sonegação dos impostos. Roubo, em todas as suas sutilezas, como no produto pirata, no plágio, no direito à dignidade individual. O cristão tem que ser contra o roubo, porque "Eu, o Senhor, odeio o roubo".