terça-feira, 18 de agosto de 2009

Domínio à Imagem do Criador

por Pr. Olavo Feijó

Gênesis 1:26 - ¶ E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.

Desde o momento de sua criação o ser humano recebeu do criador uma solene responsabilidade: "Então disse Deus - Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele..." (Gênesis 1:26).

A opinião do mundo, hoje, é quase unânime: o que o homem fez com a Terra foi um drama sistemático de irresponsabilidade. Exploração até à exaustão. Eliminação de gases até um ponto suicida de aquecimento global. Morticínio de animais e plantas até a um nível de extermínio.

Quando o Senhor compartilhou com o ser humano a responsabilidade de administrar o planeta, houve uma condição: Fazê-lo à "imagem e semelhança" Dele, o Criador. À imagem e semelhança significava (e significa), pelo menos: com inteligência, com planejamento, com respeito, com amor. O Senhor amou tanto o mundo que deu o melhor que possuía. O homem abusou tanto do mundo que o desfigurou, à maneira dos seus egoísmos e perversidades. De acordo com Paulo, a esperança do mundo repousa na ação daqueles que aceitaram a soberania do Criador e que respeitam sua "imagem e semelhança". Quando isso acontecer, "a natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus" (Romanos 8:21) Amém.

Crê No Senhor Jesus

por Pr. Olavo Feijó

Atos dos Apóstolos 16:31 - E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

Um assustado carcereiro, em Filipos, pergunta a Paulo e Silas o que deveria fazer para mudar sua vida, para salvar-se. A resposta foi: "Eles responderam - Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16:31).

A receita da salvação, em dia, não confere exatamente com o que Paulo e Silas disseram. A receita contemporânea anda bem mais complicada. Ela está a exigir, por exemplo, ser membro de alguma igreja que se reúna em um megatemplo. Além do mais, ela está declarando que certos rituais de poder mágico devem ser seguidos à risca pelos fiéis, principalmente quando apresentados pelo rádio, pela televisão ou pela internet. E, como tudo isso custa muito caro, os proclamadores da nova receita não tem o mínimo constrangimento em reclamar "ofertas sacrificiais" dos seus seguidores.

A receita de Paulo e Silas é simples, mas é também profunda. Crer no Senhor Jesus não estimula o crente a buscar as coisas grandes do mundo, mas o mundo espiritual do Senhor. Crer no Senhor Jesus é um ato de entrega as pessoa inteira ao amor e ao poder do Cristo, com conseqüências na vida pessoal e familiar. Crer no Senhor Jesus não se limita aos gestos religiosos, que acontecem aos domingos, nos templos. É vida com Cristo, todos os dias, em todos os lugares...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Grão de Mostarda

por Pr. Olavo Feijó

Lucas 13:19 - É semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.

Uma das ilustrações que Jesus usou, para ensinar sobre o Reino de Deus, diz: "O Reino de Deus... é como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore" (Lucas 13:19).

Há uma tendência contemporânea, no meio religioso, que não acredita na eficácia das igrejas pequenas. Seus líderes nos ensinam que a única maneira de se apresentar um evangelho "impactante" é o desenvolvimento de igrejas com muitos milhares de membros, além da construção de megatemplos e catedrais. E a moda está pegando...

Como o Senhor Jesus viveu muito antes da mensagem dos "impactantes", seu evangelho ousou uma estratégia completamente diferente. A ponto de nos ensinar que a do Reino do Pai dele tinha que seguir o modelo do grão de mostarda, que de "mega" não tem nada. A ilustração chama nossa atenção para a humilde pequenez do processo da implantação do Reino. Mas deve, também, nos ensinar que se o Reino de fato é de Deus, cabe ao Senhor do Reino a responsabilidade e a maneira do Seu crescimento. Com grão de mostarda, por menor que seja, não se brinca.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Para Agradar a Deus

por Pr. Olavo Feijó

Hebreus 11:6 - Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

O autor da carta aos hebreus deixa bem claro: "Sem fé é impossível agradar a Deus" (Hebreus 11:6).

As tradições religiosas têm estabelecido muitas maneiras de um fiel agradar ao Senhor. As mais antigas praticavam sacrifício de animais, no altar da divindade. Outras, impunham sacrifícios humanos. Desde a Idade Média, pregou-se o abafar dos desejos do corpo, como forma de agradar ao Senhor. Modernamente, tem estado popular a pregação que exige os bens materiais dos seguidores, como forma de deixar o Senhor alegre...

O Novo Testamento, ao analisar a revelação de Jesus Cristo, afirma que a maneira de agradar o Senhor é aceitá-lo pela fé. A fé não exige nada em troca: ela aceita o Senhor porque Ele é o Senhor. E porque Ele é soberano, nós nos submetemos a Ele, pela fé. Ainda pela fé, nós O obedecemos não por causa de medo, mas motivados pelo amor. Amor, aliás, que nós aprendemos com Ele, porque "Ele nos amou primeiro". E se entregou a nós. Por isso, quando nos entregamos a Ele - ainda pela fé/amor - nós O agradamos. Quem ama gosta de agradar o ente amado.

Palavras da Vida Eterna

por Pr. Olavo Feijó

João 6:68 - Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

Muitos seguidores de Jesus, por não concordar com Ele, o abandonaram. Falando em nome dos doze, Pedro explicou a permanência deles: "Simão Pedro lhe respondeu: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o santo de Deus" (João 6:68).

As palavras da vida eterna não se encontram em uma declaração doutrinária, escrita por um concilio de religiosos poderosos. As palavras da vida eterna não irrompem das alturas atmosféricas, com relâmpagos estrondosos de misticismo. Elas não se escondem, sequer, em documentos místicos misteriosos, somente compreendidos por alguns iniciados.

As palavras da vida eterna são a pessoa de Jesus Cristo. Com muita firmeza, Ele mesmo afirmou:
"A vida eterna é esta, que conheçam... a Jesus Cristo, a quem enviaste". Criaturas que somos do tempo, recebemos entrada na eternidade na hora que recebemos o Cristo. Nas horas tristes do tempo, quando nos afligem as tribulações dos inimigos do Senhor, nosso alento e nossa força vêm de Cristo, que tem as palavras da vida eterna.

Para Que Dê Mais Fruto

por Pr. Olavo Feijó

João 15:2 - Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.

Mais de uma vez Jesus usou a imagem da árvore com frutos, para ilustrar o testemunho do cristão: “... e todo (ramo) que dá fruto Ele limpa, para que dê mais fruto ainda” (João 15:2).

Não se exige de uma árvore frutífera que ela produza corrente elétrica. Dela também não se espera que corra mais que uma gazela. Na natureza, existe um mínimo de coerência, que todo mundo espera. Este mínimo de coerência também é exigido do comportamento cristão.

O fruto dá testemunho tanto da natureza da árvore, quanto da qualidade da árvore. O “fruto” da conduta cristã deve caracterizar-se por exibir a essência de Cristo e a qualidade de Cristo. Dar fruto é dar testemunho. O fruto do crente dá bom testemunho quando ostenta o odor espiritual de Jesus, o sabor saudável da comunhão com o Senhor. Quando isso acontece, o Senhor nos limpa, nos poda da folhagem desnecessária, para que possamos dar ainda mais fruto.

Tanto Faz: Dois ou Cinco

por Pr. Olavo Feijó

Mateus 25:21 - E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Na parábola dos talentos, o mesmo tipo de elogio dado ao servo que trabalhou cinco foi feito ao servo que trabalhou dois: "O Senhor respondeu: Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre muito. Venha e participe da alegria do Seu Senhor!" (Mateus 25:21 e 23).

Em nossa vida cristã. Temos a tendência de dar mais valor à quantidade. Valorizados são aqueles com maiores ofertas financeiras. Ou com o maior número de reuniões frequentadas. Ou com o maior número de orações "respondidas". Na visão quantitativa, cinco deve receber mais elogios do que dois...

A postura do Senhor Jesus, nesta parábola e em outros contextos, foi a de ênfase sobre a qualidade. Para o Senhor, a importância está na fidelidade. Somente recebe responsabilidade maior aquele que agiu com fidelidade na responsabilidade menor. Nossos talentos nos foram dados pelo Senhor. Nosso dever - e privilégio - é multiplicá-los em nome do Senhor. Dois, vinte e dois, dois mil e dois - a quantidade não interessa. O que vale é nossa atitude de fidelidade.