segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tem Cuidado de Ti Mesmo

por Pr. Olavo Feijó

1 Timóteo 4:16 - Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

Dentre as muitas recomendações de Paulo a Timóteo, encontramos: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina" (I Timóteo 4:16).

Não é coisa rara encontrar, entre os cristãos, servos consagrados que nunca consideram suficiente o seu nível de consagração. Para eles, dedicação digna é aquela que vai acima de cem por cento. O bom crente, de acordo com tal visão, nunca deve poupar-se, nunca deve pensar em si mesmo. Nunca deveria descansar ou, sequer, pensar em tirar férias.

Baseados no conselho de Timóteo, Paulo não parece recomendar o caminho do martírio. "Tem cuidado de ti mesmo" soa para nós mais do que uma sugestão, o cuidar de si mesmo apresenta características de obrigação. A responsabilidade de tomar conta de si mesmo é tão estrategicamente séria, que ela vem antes do ter cuidado da "doutrina". Afinal de contas, disse Paulo em outro escrito, nosso "corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em nós". Por isso, o Senhor espera que cuidemos bem do Seu templo. Eis um lembrete apostólico, quando exageramos no cuidar da "doutrina" - não nos esqueçamos de cuidar de nós mesmos.

Quem És, Senhor?

por Pr. Olavo Feijó

Atos dos Apóstolos 26:15 - E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;

No caminho de Damasco, após o clarão da manifestação celestial, Saulo não deixou por menos e perguntou: “Quem és, Senhor?” (Atos 26:15).

Em quase todas as religiões, existe uma grande tendência de os seguidores dependerem do carisma dos seus líderes. Dentre outras razões porque, na maioria dos casos, líderes carismáticos caem no pecado de manter seu poder religioso através da obediência total dos seguidores.

Saulo, antes de ser transformado em Paulo, foi diretamente à causa da sua experiência traumática e perguntou: “Quem és, Senhor?”. Desde então, o futuro apóstolo fez disso um hábito: não perguntar “nem à carne, nem ao sangue”, mas sempre a Cristo. Como crentes, nossa responsabilidade é com relação a Cristo. Em função deste fato, temos que aumentar o nível de conhecimento que adquirimos do Senhor. Não necessariamente a respeito do Senhor - mas, obrigatoriamente, como conseqüência de nosso relacionamento pessoa com o Senhor. Se é que acreditamos na divindade de Cristo, nosso conhecimento Dele nunca será suficiente: sempre haverá margem para perguntar a Ele, sobre Ele mesmo.